segunda-feira, 26 de junho de 2006

Como se espreme uma laranja!







Sofrer até ao fim!












Maniche do "caraio"!

















Vai lá buscá-la Van!

quinta-feira, 22 de junho de 2006

O verdadeiro risco da nossa selecção

Já encomendei uns móveis novos em Paços de Ferreira e já comprei uns computadores para toda a família na Feira Popular porque acredito que vamos ser campeões e o dinheiro ser-me-á devolvido. Por isso, caros amigos, se a selecção por qualquer motivo não ganhar o mundial, moverei um processo-crime individualmente ao seleccionador e a todos os jogadores. Caso isso não dê nada, sou homem para abater o 1º jogador que me aparecer pela frente (Cuidado, Pauleta...vens cá de férias né?! A não ser que a tua escola de futebol me financie a despesa!...)

El Greco

terça-feira, 6 de junho de 2006

Regras para o período do mundial que se avizinha

À atenção de todas as mulheres

1. Do dia 9/6 até dia 9/7 2006, devem ler a secção desportiva dos jornais para se informarem do que se passa. Caso contrário, não poderão juntar-se às conversas. Caso não o façam, serão olhadas de uma forma negativa ou até mesmo completamente Ignoradas. NÃO SE QUEIXEM se não receberem qualquer tipo de atenção.
2. Durante o CAMPEONATO, a televisão é nossa, 24 horas, sem qualquer excepção.Se olharem mesmo de relance para o Comando da TV, correm o risco de perder 1 olho.
3. Passar em frente à TV durante um jogo é permitido, desde que seja a rastejar pelo chão, sem causarem distracções. Caso pensem em se colocar nuas em frente à TV, seria melhor vestir qualquer coisa. Se apanhanharem uma constipação, não teremos tempo de as levar ao médico durante este período.
4. Durante os jogos, seremos cegos surdos e mudos, com excepção de vos pedirmos para nos chegarem uma cerveja fresca ou qualquer coisa para comer. Não pensem sequer que vos vamos ouvir, nem peçam para abrir a porta, atender o telefone o Ir buscar o bebé que caiu do berço. Isso não vai acontecer.
5. Seria uma boa ideia vocês guardarem 1 ou 2 dúzias de bjecas bem frescas e em permanência e sempre qualquer coisa para petiscar, e também uma cara sempre bem disposta para os amigos que venham lá a casa ver os jogos. Em troca, poderão usar a TV entre a Meia-noite e as 6 da manha, com a excepção de retransmitirem algum jogo durante esse período.
6. POR FAVOR, caso nos vejam de trombas porque a selecção esta a perder (Improvável) NUNCA digam, "deixa lá, ganham para a próxima". Correm sérios riscos. Palavras de encorajamento nesta altura são contraproducentes,
7. São sempre bem vindas para se sentarem ao nosso lado durante UM jogo e para falarem connosco durante os intervalos, mas apenas durante os anúncios e apenas se o resultado nos agradar. Atenção que dissemos UM jogo e assim sendo não usem a desculpa do Campeonato, para passarmos algum tempo de qualidade juntos.
8. Ao contrario do que julgam, as repetições dos golos SÃO muito importantes. Não interessa se os vimos ou não vimos. Queremos vê-los outra vez e de preferência muitas vezes.
9. Seria de toda a conveniência as Amigas não terem filhos durante este tempo ou não agendarem qualquer evento social durante este período, porque:
A ) não poderemos irB ) não iremos eC ) não vamos.
MAS caso o marido dessa amiga nos convide a ir assistir um jogo lá em casa, é como se já lá estivéssemos.
10. As reportagens, debates e entrevistas durante o Campeonato, são tão importantes como o jogo em si. Não pensem sequer em dizer "já não viste esta po### , porque não mudas de canal para vermos qualquer coisa todos juntos?". A resposta será: "Por favor ver a regra numero 2 desta lista."
11. Por favor guardem a frase "Graças a Deus o campeonato só é de 4 em 4 anos". Somos imunes a este tipo de pressões. Não se esqueçam que temos o Campeonato Nacional, a Taça, a Liga dos Campeões, a UEFA, o Chelsea do Mourinho, a Liga espanhola, a Italiana, etc.
12. Será oportunamente comunicado se estas regras serão aplicáveis a outras competições e modalidades.
Antecipadamente gratos pela vossa colaboração.
Com os melhores cumprimentos,
Homens do Mundo
P.S. - Não é da nossa autoria, chegou-nos por mail, mas achamos que temos o direito e o dever de divulgar!

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Estatuto da Carreira Doente

Ficámos a saber que está a decorrer o recenseamento obrigatório de equídeos, portanto de cavalos, muares e burros. Ora, se relativamente aos cavalos é bem provável que, por via da sua educação, estatuto e nobreza, seja fácil o recenseamento, o mesmo não se pode afirmar quanto aos muares e burros. É que há muitos que não sabem que o são – são burros, né? – e depois, em virtude dos handicaps ao nível da sua formação escolar - e por serem tapados e teimosos como alguns políticos -, não saberão qual o caminho a tomar…















1 - Estamos de acordo com a Sra. Ministra da Educação, quando diz que o trabalho dos professores "não se encontra ao serviço dos resultados e das aprendizagens, sendo uma classe que não tem como objectivo o sucesso educativo dos alunos” –, assim um pouco à semelhança do trabalho da Sra. Ministra – não querendo com isto elogiá-la. Conclusão: são uns sádicos estes professores! “Que os docentes não são orientados para os casos difíceis”, é bem verdade, pois a Sra. Ministra efectivamente é um desses casos e muitos dos docentes não estão para a aturar. Isto tudo a propósito do novo Estatuto da Carreira Docente, que é para entrar em vigor a partir de Janeiro de 2007, altura em que a progressão na carreira dos professores será descongelada. O que está muito bem, porque assim é possível continuar com o ambiente “congelado”, já que se limitam o número de lugares a prover por escola para o patamar de Professor Titular e as percentagens máximas de atribuição das classificações de Muito Bom e Excelente. Os senhores professores fiquem sabendo que apenas se estão a alterar as suas expectativas e nunca os seus direitos, como diz o Sr. primeiro Ministro…certo?

2 - Muitas são as aberrações das novas propostas, desde paragens de tempo de serviço lectivo para efeitos de progressão – mesmo justificadas por motivos fundamentados por lei, como a maternidade e paternidade, doença prolongada, etc - mas uma delas, eventualmente menor, – talvez para fazer esquecer as outras – tem a ver com a proposta de avaliação dos professores por parte dos pais. Já estamos a ver o seguinte diálogo:
“Pois é Sr. Medeiros, o seu filho nunca mais apareceu ás aulas!”
“Sabe Sr. Professor, ele abandonou a escola.”
“Chiu, não diga isso Sr. Medeiros, não é preciso ninguém saber desse pormenor. Sabe que as taxas de abandono entram para a minha avaliação e é uma chatice. Bom, a verdade é que eu tenho que trabalhar com rigor para a excelência e não posso de maneira nenhuma ser condescendente. Face ao desempenho do seu filho, eu estava aqui indeciso entre o 4 e o 5 e queria saber a sua opinião.”
- “ Não pode ser um 10?”
- “Sr. Medeiros, a escala de avaliação para o 3º ciclo só vai até 5!”
- “ Pronto, está bem, que seja o 5.”
- “Olhe, já agora, eu queria informá-lo que quando lhe derem uma ficha para avaliar o meu desempenho e as minhas competências como professor - não se esqueça que eu sou o professor de História - , se a menção for qualitativa deve colocar sempre “excelente”, se for quantitativa deve colocar um 10.”
- “ Como é que é? Se o quê for o quê? Mas então, se o Sr. professor só vai dar 5 ao meu filho, quer que eu lhe dê 10 a si? Deve pensar que eu sou parvo, não?!... Leva 5 e não se fala mais nisso.”
- “Mas Sr. Medeiros, depois quando o seu filho chegar ao Secundário eu prometo que lhe dou 20. Vá lá, você não me pode dar 5! É que isso pode fazer com que a minha avaliação seja satisfatória e se assim for “eu satisfaço” mas o estado suspende a minha progressão e não me dá mais dinheiro”
- “O Sr. professor não tem um computador a mais que possa ceder para eu ir à Internet?”
- “Claro, leva o meu computador e uma impressora nova que comprei nos saldos da Rádio Popular.”
- “ O Sr. professor pode ficar descansado… fez um negócio excelente.”
- “Você a partir de hoje, Sr. Medeiros, não tem que se preocupar com a educação do seu filho - que está bem entregue e eu garanto-lhe 100% de sucesso. Agora basta preocupar-se com a minha avaliação e fica tudo resolvido. Desejo-lhe as maiores felicidades e também para o seu filho. Com esta educação só prevejo um futuro de sucesso…pelo menos enquanto ele estudar, quer-se dizer, enquanto andar na escola… a coçar-se!”

P.S. - Não me venham com a treta do rigor e da justiça na avaliação dos docentes... Nestas propostas, um professor pode ser muito bom ou excelente, mas face à existência de cotas na subida para professor titular e face à limitação do nº de avaliações de muito bom ou excelente ele pode ficar a "navegar" eternamente no meio da carreira. Não há uma preocupação com o que interessa: o VERDADEIRO sucesso dos alunos e a sua correcta avaliação, mas tão só uma preocupação economicista - e para a poder justificar aos olhos da sociedade basta denegrir a imagem do professor.
Não estou contra a avaliação dos docentes e algumas das propostas encontradas poderão ser válidas. Contudo, encontro no meio de tudo isto um enorme contra-senso : falamos do inevitável aumento da condescendência ao nível da aprendizagem dos alunos, conduzindo, ainda mais, ao facilitismo e ao "sucesso da mediocridade". Os nossos alunos, no futuro, pensarão que tudo vai ser fácil, até se depararem com a vida real e com o inferno que os nossos governantes fazem dela...
No final de cada ano toda a escola vai estar envolvida - e ainda mais "burocratizada" - na avaliação dos docentes, numa altura em que devia estar empenhada na reflexão em torno da avaliação dos seus alunos, do seu projecto de escola e da preparação do novo ano escolar. Mas já nem vou por aqui: tudo depende da eficiência e organização que cada escola souber implementar para que tudo decorra bem.
Nas escolas mais problemáticas recomendo aos colegas que fujam delas - afinal a Sra. ministra não diz que fugimos dos casos mais dificeis? - caso contrário estarão condenados ao fracasso da vossa avaliação, mesmo que consigam algum sucesso verdadeiro no desenvolvimento dos vossos alunos.
Finalmente, sobre a questão muito discutível da avaliação dos professores por parte dos pais - a escola saberá distinguir o trigo do joio - isso é capaz de ser um dos aspectos menos relevantes: soa-me apenas a "manobra de diversão" para se esconder o resto!

quinta-feira, 1 de junho de 2006

O desporto Rei

É bom ver que muitos séculos depois de a pátria Lusa se ter unido para combater os mouros, expulsar os castelhanos e escorraçar as tropas de Napoleão, há ainda motivos nobres que fazem juntar toda uma nação sob uma bandeira. E que motivo mais nobre se poderia exigir hoje em dia, do que o futebol?

1 - Pois é, caríssimos leitores, hoje, não havendo invasores das arábias nem da Espanha, é o futebol (conhecido como desporto Rei) que desperta em nós o mais nobre sentimento patriótico!
E tudo começa com o seleccionador da equipa de todos nós - esse grande português que é Scolari. O próprio nome do senhor indica que é um descendente luso a 100%, das famílias dos Scolari dos Santos... Pois, pois! Mas o que é certo é que o mister se dirige a cada um de nós a pedir apoio com cachecóis, camisolas e bandeiras de Portugal.

2 -
É verdade meus senhores, a imprensa anda toda desorientada a falar do livro do Carrilho e da guerrilha em Timor, do preço do gasóleo e tal, e ninguém (excepto os Tunalhos, claro!) se lembra de analisar aquilo que realmente interessa ao mundo e que é "A Mais Bela Bandeira de Portugal", o evento realizado no estádio do Jamor, em Lisboa, no fim-de-semana passado (que foi o fim-de-semana antes deste).
Ora bem, quando nós ouvimos dizer que aquilo era uma bandeira feita só por mulheres pensámos logo "Está certo, deve ser uma bandeira feita em ponto-cruz ou arraiólos". Logo vimos que estávamos enganados... aquilo, afinal, era uma bandeira feita mesmo pelas mulheres que foram ao estádio. Foi lindo! Umas vestidas de verde (entre as quais as mulheres dos jogadores do Sporting), outras vestidas de vermelho (que eram as mulheres, ex-mulheres, namoradas e amantes dos jogadores do Benfica) e outras vestidas de amarelo (que deviam ser as mulheres dos jogadores da... do... bom! Eram as mulheres dos jogadores de um clube qualquer que equipa de amarelo). Aquilo estava giro e tal, com a Dulce Pontes a cantar "A Portuguesa" em versão acústica e as mulheres todas em delírio.
E tudo parecia bem, mas depois nós pensámos: "Espera aí! Então se a bandeira está ali, feita pelas mulheres no revaldo, onde é que está o varão para a pendurar?" Ora, a resposta surgiu rapidamente. Com mais de 15.000 mulheres no revaldo, era óbvio que eram os homens que estavam a assistir nas bancadas que estavam a tratar de "erguer" o varão!!
Nunca uma bandeira fez erguer tão alto a "moral" dos homens deste país.

3 - Para terminar, e numa semana em que a crónica se dedica em exclusivo à temática do futebol, gostaríamos só de abordar aqui dois assuntos de última hora acerca de jogadores da selecção tuga.
Em primeiro, dizer que compreendemos a decisão do Scolari em não convocar o Quaresma. É que, como o tipo é cigano, eles tiveram medo que ele começasse a vender camisolas e cachecóis falsificados a 10 euros a dúzia... Ia ser chato para o merchandising da Federação Portuguesa.
Em segundo lugar, revelar aqui, em primeira mão, que Pauleta - a estrela dos Açores - vai abandonar a sua carreira no final deste Mundial na Alemanha. O jogador terá dito "Vou deixar a minha carreira, por causa das lesões, sobretudo na cabeça... é que depois de tanta cabeçada no flamengo, tou com um traumatismo craniano". Ou seja, Pedro Pauleta vai deixar de fazer publicidade a queijos para se dedicar somente ao futebol.
Por esta semana é tudo, abraços e até mais ver!

In Azórica Nº 54, Jornal dos Açores, Edição de 27 de Maio de 2006

O efeito pimba

Estive mesmo para assistir ao Rock in Rio este ano, mas infelizmente não consegui ir por falta de tempo ($). Todavia, e como gosto sempre de ver as coisas pela positiva, não entristeci completamente, porque apesar de não ter ido ao Rock in Rio, eu vou ao I Festival de Ponta Delgada.

Assim, e sem nada para fazer, decidi ir ao cinema ver “O Código da Vinci”. Aí há uns tempos atrás, quando o livro começou a causar furor e não havia quem não o comentasse freneticamente, optei por recusar a mim mesmo o prazer de o ler. Sou um pouco assim, sofro do “efeito pimba”.

O que é o “efeito pimba”? Bom, quando um produto atrai a muita gente com os mais variados gostos, deduzo que seja assim por ser comercial, logo não me atrai.

Todavia, a situação chegou a um ponto ridículo, já que cerca de 25 milhões de pessoas já o tinha lido e adorado. Então pensei cá para mim: ”Eu não devo estar certo sozinho e os outros 25 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo estão todas erradas, não é?”. Por isso, dei-lhe o benefício da dúvida e lá desembolsei 18 euros pelo livro.

Comecei com dúvidas, mas depois dei por mim a devorar as páginas e a ir à net analisar a “Última Ceia” e a visitar o site do Louvre e tudo e tudo. (Isso quer dizer que gostei do livro).

Só que, à laia de bola de neve, as coisas começaram a ficar um pouco fora de controlo. Apareceram doutores com altas teses a contradizer os “factos” do livro, a Igreja reagiu indignada, escreveram-se uns 200 livros sobre os Templários e a Opus Dei e a Irmandade do Sião, os canais de televisão lançaram debates intelectualóides sobre o tema, e até o Discovery Channel fez grandes documentários sobre o Santo Graal e sobre Maria Madalena e Jesus.

Ao assistir a isso tudo, houve uma pergunta que me saltou logo à mente: qual foi a parte da palavra “Romance” que vem na capa do livro que as pessoas não perceberam?

Eu sei que o livro ganhou o crédito de lançar o debate sobre factores importantes e esquecidos (como os Evangelhos Gnósticos) e que o tema é controverso, ataca os próprios alicerces do cristianismo, mas aqui entre nós… é um romance!

Eu também podia escrever uma teoria bem elaborada e “fundamentada” a defender que os Açores foram descobertos pela Irmandade Talassodicense da Birmânia no séc. II e que o governo sempre escondeu este facto porque… sei lá, porque não gosta de russos. Mas daí a dedicarem um programa inteiro dos Prós & Contras a isso e a levarem lá um Professor Doutorado na temática Talassodicense para discutir com um defensor da Teoria Birmanesa vai um grande passo…

Conclusão: o “efeito pimba” quando chega, chega para todos, até para os doutores e intelectuais…

PS- parabéns ao Dan Brown que já está podre de rico…

In Jornal dos Açores, Edição de 31 de Maio de 2006

domingo, 21 de maio de 2006

"Cotação ao alto"

Já neste fim-de-semana sai à rua o andor mais reverenciado da ilha de S. Miguel.Parece que o Mourinho vai passar por cá para agradecer os dois títulos consecutivos na Liga Inglesa. Tememos que inveje o Senhor, dizendo: “Ouve lá, esse lugar aí é meu! Qual é o clube que treinas? Deve ser muito rico!”

1 - E cá estamos nós de novo no mundo real, depois de termos actuado num terço dos coliseus do país, para comentar mais alguns assuntos da vida séria. Já neste fim-de-semana sai à rua o andor mais reverenciado da ilha de S. Miguel. Nestes dias, a cidade fica linda, cheia de luzes (135 mil lâmpadas para sermos mais precisos) e de suaves cheiros - numa mistura exótica e aromática do verde floral com o chouriço assado. No domingo as ruas não se vão ver esburacadas, mas sim cheias de bonitas flores. Mas a maior preciosidade destas festas é o seu carácter eminentemente religioso. Nas festas do Senhor Santo Cristo, as barraquinhas são acessórias e o seu crescimento este ano deve-se, apenas, ao facto dos micaelenses também quererem alienar-se e curar depressões - têm esse direito - numa clara acção de concorrência e inveja, pelo facto dos terceirenses, neste aspecto, lhes tomarem a dianteira.

2 - Porque nos acusam, por vezes, de não termos outros conhecimentos de índole mais séria e produtiva, nomeadamente em matéria de finanças e investimentos, eis a oportunidade para vos dar conta da bolsa num minuto:
Com a saída do Santo, prevê-se uma elevada cotação do ouro e não é de excluir o aumento de “opas” com a grande massa de investidores atentos ao desenrolar de toda a operação.
Já a Chicharro & Peixes, Lda reviu hoje em alta a recomendação sobre o sector pesqueiro de neutral para 'overweight', na sequência de uma melhoria dos fundamentais do sector, segundo uma nota de 'research' hoje divulgada. Segundo comunicado da Chicharro & Peixes, Lda, e passamos a citar, "Ehm, a gent tá a pescar belos Chicharros e belas besugas práqui, chiça”.
Por outro lado, a Rabo de Peixe S.A. esclarece que não faz cobertura da Calheta S.A., dado que, e citamos, "as suas acções negoceiam sobretudo em blocos de cadeia, com largas flutuações nos esfaqueamentos e nos preços durante a sessão de arrombamentos e espancamentos". Numa nota relacionada, o produto de tráfego de heroína na Calheta S.A. aumentou uns saudáveis 16,5 por cento homólogos, com o melhor desempenho entre os repatriados listados a pertencer à empresa, com uma subida de 16,6 por cento nas receitas da actividade narcótica, para 2,8 mil milhões de euros".De acordo com os dados do índice da bolsa portuguesa PSI 20, os principais motores para o crescimento do lucro da Calheta S.A., neste sector, foram as comissões por roubo de auto-rádios.
Destacamos ainda a Tunalhos S.C. (Sociedade Conhecida), seguindo em alta na Euronext Lisboa, cujas acções registaram um crescimento de 200%, a subirem para 4, 5 €, sobretudo graças ao excelente desempenho na parte operacional, com vendas de humor caracterizadas por um rácio 'cost-income' de 57,9 por cento. Os seus administradores foram convidados para estarem presentes em Julho numa das maiores capitais financeiras europeias (Flores) isto, claro, se o sector dos transportes aéreos e marítimos estabilizar.

P.S. - Lamento cívico: Soubemos que apenas 30% das aves domésticas fizeram o seu recenseamento, estando já a poucos dias do fim do prazo. Primeiro, é preciso perceber que essa fraca afluência se deve ao receio de sair de casa por causa da gripe. Em todo o caso, seria bom que houvesse uma Comissão de sensibilização no sentido de fazer ver às aves a importância do recenseamento num país democrático. Afinal de contas, como é que querem exercer a cidadania e o direito cívico? Como é que vão eleger os seus representantes, se não estão recenseadas? Como é possível não terem uma opção sobre quem deve governá-las, ou seja, sobre quem no futuro as vai comer?

In Azórica, Nº 53, Jornal dos Açores, Edição de 20 de Maio de 2006

domingo, 14 de maio de 2006

Tunalhos no Coliseu - O Dia Seguinte















Igreja Universal do Reino dos Tunalhos!(Interactivo)


O espectáculo foi muito bonito!
Uma boa casa - nós só quisemos que se enchesse a plateia ... é que nos camarotes não dava para se ver muito bem - e um público do melhor: entusiasta, caloroso e muito receptivo...
Foi um espectáculo ritmado, sem quebras e os artistas estiveram ... bem... ao seu "desnível".
O som e as projecções de video e imagem não falharam em termos técnicos - graças ao João Pedro e ao Luís Bettencourt, a quem desde já agradecemos.
Um agradecimento especial, ao Dr. José de Andrade, - de quem partiu a ideia de montar este espectáculo, tendo tomado a iniciativa de nos fazer o honroso convite, - e aos responsáveis técnicos do Coliseu, nomeadamente ao Sr. António Vieira, pela disponibilidade e apoio. Um agradecimento, também, aos responsáveis do Coliseu pela promoção do espectáculo e a toda a comunicação social envolvida (Um beijinho para a Cristina Oliveira da RDP-A).
Finalmente um agradecimento aos amigos e ao magnífico público presente!

Cumprimentos ao Sr. Presidente da Associação Académica e à festa da reabertura do B.A, em nossa homenagem...

P.S. - Já fomos contactados para ir a uma das maiores capitais europeias ... Flores!

Um espectáculo

É já mais logo, no grande palco do Coliseu Micaelense, que vai ter lugar a actuação artística e cultural mais esperada nos últimos tempos. Referimo-nos ao espectáculo dos Tunalhos que irá revolucionar, certamente, as artes de palco no arquipélago. Depois disto, os outros artistas não saberão o que fazer mais, porque, na verdade, os Tunalhos concentram em si uma panóplia de saberes e uma originalidade na forma de os apresentar que são dificilmente ultrapassáveis. Além do mais… são “artistas”extremamente modestos.

1 - Vai ser um espectáculo de humor, feito com amor, para todas as pessoas que sofrem de mau-humor e também para aquelas que, não tendo mais nada para fazer num sábado à noite, resolvem sair de casa. Para os mais novos (não tem bolinha no canto superior), assistir ao nosso espectáculo é a única forma de saírem da alienação provocada pelos “Morangos com Açúcar”. Para os mais velhos é a oportunidade de se sentirem revigorados – rir faz bem à saúde – e prontos para enfrentarem os maiores desafios que são colocados pelo desenfreado mundo da globalização liberal capitalista causadora dos maiores problemas psico-sociais. Para os Estudantes da U.A, com um bilhete do espectáculo poderão ganhar um fino no Bar Académico, que nesse mesmo dia reabre à comunidade. (Que tal? Isto é marketing do outro mundo!)
O próprio dia (13 de Maio) remete-nos para o simbolismo da “aparição” e do “milagre”, revelando-se, este espectáculo, como o 4º Segredo da Fátima (uma amiga nossa… que há muito esperava que isto acontecesse)

2 – Festeja-se, também, neste dia, o primeiro aniversário da revista “Azórica”, caracterizada por uma grande qualidade e actualidade das suas temáticas, comentários e artigos de opinião e cujo crescimento, em termos jornalísticos, se pode situar, sobretudo, após o inicio da colaboração desses grandes – e mais uma vez modestos – pensadores e intelectuais que assinam a rubrica “palavras Ocas”. Os nossos parabéns e não esquecer que o nosso espectáculo logo, também é dedicado a todos os colaboradores desta excelente revista e do Jornal que a acompanha, pelo que esperamos que estejam presentes sob pena de não escrevermos mais (esta ameaça já deve dar para encher a 2ª fila, depois da primeira ser ocupada pelas nossas mães, mulheres, cunhados, filhos e sobrinhos).

3 – Finalmente, queríamos dar-vos a conhecer – porque não temos, obviamente e no presente momento, outro assunto de interesse – algo que muito nos preocupa: ainda há bilhetes, por isso tememos uma grande concentração de pessoas, próxima da hora do espectáculo, e não gostaríamos de assistir a atropelos. Por outro lado, já informámos o comando da PSP para reforçar a segurança da área envolvente ao Coliseu, face à possibilidade de venda de bilhetes na “candonga” e para evitar os habituais e exigentes fãs que vão querer sempre um autógrafo dos artistas.

P.S. - Então até logo! Pronto, está bem, se preferirem podem ficar em casa a ver a Procissão das Velas!

In Azórica nº 52, Jornal dos Açores, Edição de 13 de Maio de 2006

A luta dos estudantes em Maio

Depois de uma semana muita atarefada ... deixa cá actualizar isto com as crónicas atrasadas...


Há um contra-senso óbvio na comemoração do Dia do Trabalhador: porque se é dia do trabalhador, as pessoas deviam estar a trabalhar, né? Isso é que faz sentido. Pronto, trabalhavam só nesse dia. Isto é a mesma coisa que as pessoas passarem o Dia da Liberdade na cadeia.

1 - Comemorou-se recentemente o 1º de Maio, o Dia Internacional do Trabalhador, o dia em que se comem febras com o pessoal da CGTP. É impressionante como é que se comemora o Dia do Trabalhador num país onde quase não se trabalha. Alias, há logo um contra-senso óbvio na comemoração deste dia: porque se é Dia do Trabalhador, as pessoas deviam estar a trabalhar, né? Isso é que faz sentido. Pronto, trabalhavam só nesse dia. Isto é a mesma coisa que as pessoas passarem o Dia da Liberdade na cadeia.
E porque é que se comemoram só os dias? E as noites não se comemoram? Um guarda-nocturno não tem direito a uma comemoração? E uma striper? Um padeiro? E…um gajo com uma profissão à noite?! Não há a noite do trabalhador, meus amigos!
Há também, o Dia das Mentiras, mas não há a Noite das Mentiras! Bem, neste caso, não é bem assim! Um indivíduo que chega a casa às cinco da manhã, depois de ter estado na curte, não vai dizer a verdade à mulher. Afinal, noite das mentiras é sempre que um homem quiser...
E depois há comemorações que são esquecidas ou que não existem! Há o Dia Internacional da Mulher, o que está muito bem! Mas não há o Dia Internacional da Prostituta - estamos a falar da mais velha profissão que há no mundo. Não! Há o Dia da Árvore! Fiquem a saber que já havia galdérias antes de haver árvores. A 1ª coisa com “galhos” que apareceu no mundo não foi uma árvore, foi o Adão!

2 - Este ano a Semana Académica escolheu um recinto para os seus festejos que em si é uma novidade: o magnífico Complexo Desportivo do Santa Clara. Por sua vez, o Santa Clara patrocinador também é original, já que normalmente os clubes de futebol é que costumam ser patrocinados.
A organização desta Semana Académica inicialmente tinha pensado num recinto com erva, mas já se sabe, meter erva e estudantes no mesmo sítio… já estão a ver, né? Se bem que, por outro lado, se escolhessem um recinto com erva, não precisavam de ter gasto dinheiro com as máquinas de fumo do palco…
Mas o grande evento, claro, além da presença do Tino de Rans, foi, pela primeira vez, a apanha do leitão a par da XIX apanha da cadela! Ao leitão foi só um gajo, mas à apanha da cadela foram todos!

3 – A propósito de vida académica, recordamos aquele momento em que, no início da nossa vida de estudante, somos acometidos de saudade - e necessidade – e surge a altura do primeiro contacto telefónico com os pais: “Tou? Filho? Então estás bom? P. Delgada é uma ilha bonita? Já foste às outras ilhas? (Diz que não... a maré está cheia!...) O quê?! Precisas de mais 500 € para fotocópias? (Muito estuda aquele nosso filho!) São resmas grossas? Ah...são volumes fininhos e especiais! Ouve lá, e tu já bebeste o chá da borreana?! Ah, não?! É outro chá? O mon! Chá mon! Isso faz bem aos “rinzes”não é?!... (Ele diz que faz bem a tudo) Olha, estuda muito, faz-te um homem já que a tua mãe não é! Beijinhos e abraços...”

4 - Uma palavra para os finalistas: o tempo passou e sem darem por isso foram dez anos à vida. Sim, porque não adianta vir para aqui fazer um curso em quatro ou cinco anos, porque senão arranjavam logo emprego e era uma chatice!
Ficam as recordações das viagens de fim de curso. Ainda nos lembramos de uma viagem que fizemos ao Egipto: fomos às esfinges... autênticos monumentos! Mas no Egipto é tudo muito “Cairo” e ultimamente as viagens lá têm sido muito explosivas.
Mas os finalistas podem sempre ter a esperança de chegar longe. Podem vir a ser humoristas como nós e terem uma vida de sucesso… Nós que até acendemos cigarros…com notas?! Não...com o isqueiro! Às vezes até chegamos a andar com a carteira cheia… de notas? Não, de moedas de 1 cêntimo!

P.S. – A não perder o espectáculo dos Tunalhos no Coliseu no dia 13 de Maio. A peregrinação a Fátima pode ficar sempre para outra altura!

In Azórica nº 51, Jornal dos Açores, Edição de 06 de Maio, 2006

sexta-feira, 12 de maio de 2006

É já amanhã! 13 de Maio!...




















No Coliseu Micaelense!
21:30 h
Sessão de autógrafos no B.A (Tem strip)

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Já só faltam 3 dias

TUNALHOS, NUM COLISEU PERTO DE SI!
Sábado, 13 de Maio, 21:30 horas

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Serem-mos a gente!









(Clicar na img para aumentar)




Quando me disseram eu nem queria acreditar!
A 1ª fila já está esgotada! Por solidariedade - e com um suborno - já conseguimos a presença dos nossos pais, mães, irmãs, namoradas, sobrinhos e primas)

Divulgar pelos amigos...

Histórias do quotidiano

Histórias do quotidiano…

Não aguentamos mais! Temos de vos contar! Por vezes vemo-nos envolvidos em certas situações e temos de lidar com pessoas menos evoluídas moral e intelectualmente. Sentimos logo a tentação de contar a história a alguém, mas ficamos com receio que pensem que estamos a “gozar”. Mas, desculpem lá, não aguentamos mais, temos de contar isso a alguém…

1 - O episódio de quarta-feira Santa, quando mais de uma centena de deputados faltou às votações no Parlamento, originou muito comentário e alarido. Uma pouca vergonha, dizem uns… muitos! Aqui no parlamento regional essa situação seria impensável: pode não haver assuntos na agenda de trabalhos, mas falta de quórum nunca haverá!
A verdade é que há justificação para os senhores deputados irem mais cedo para casa! O seu Estatuto considera motivo justificado para a falta, entre outros, por exemplo, a doença (diz-se muito por ai que o país anda doente… esta é válida), o luto (pois, outros dizem que o pais está morto), a missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político ou do partido a que o deputado pertence (oi, oi, oi então esta última justifica tudo, até ir ao futebol).
Mas também houve justificações por motivo de paternidade - presumimos que muitos terão mesmo saído para conceber, accionando o início da paternidade - pelo menos no CDS, foram dois os casos declarados. O que até faz sentido, vindo dum partido pró-vida, duma linha mais conservadora e liberal, onde a procriação está sempre no centro das atenções - até para se poder cumprir os objectivos do crescimento económico, competitividade e produtividade (mais população jovem e activa). E tudo isto leva-nos a uma conclusão muito interessante e pertinente: os putos…para nascerem na Primavera é porque foram concebidos no Verão!

2 - Recentemente foi notícia no nosso país uma mulher que foi submetida a uma operação ao pé errado, deveria ter sido operada ao pé direito, mas quando acordou da anestesia viu que o pé esquerdo é que tinha ido à faca. Em qualquer vila realmente não sabemos qual o peso a dar a esta notícia, mas a verdade é que ela se passou no Centro Hospitalar Vila Real/Peso da Régua. Rosa tem problemas no pé direito desde pequena. Inclusive, esse pé, portanto, o direito, já havia sido submetido a uma cirurgia há quatro anos atrás. Actualmente, vinha sendo acompanhada e havia feito todos os exames a este pé – exacto, o direito - para ser operada. Acordou e tinha gesso no pé esquerdo, fazendo com que, mantendo-se as dores no direito, quase não consiga andar.
Rosa tentou obter esclarecimentos junto do médico responsável pela operação, ao que este lhe terá dito que também o pé esquerdo tinha problemas e que necessitava de uma intervenção. Ora a acção do médico está correcta. Antevendo eventuais problemas naquele pé, portanto, no esquerdo - problemas actuais, futuros…quem sabe? –, o médico cumpriu aquela célebre expressão pombalina “Cuide-se dos vivos e enterrem-se os mortos”, intervindo no pé que efectivamente estava vivo. Por outro lado, revelou uma elevada capacidade ao nível da produtividade, gestão e racionalização dos recursos: já que estava ali para operar o pé direito, porque não operar (de vez) o esquerdo? Pronto, foi o que fez: começou por esse e depois há-de ir ao outro! Mas para a próxima dêem-lhe uma pedra para colocar na mão direita, não vá exceder-se de novo no zelo.

3- É por causa destas desgraças que nós (Tunalhos) temos que fazer alguma coisa. Desculpem lá, não aguentamos mais, temos de contar isso a alguém… Os Tunalhos vão actuar no dia 13 de Maio no Coliseu Micaelense.
In Azórica Nº 49, Jornal dos Açores, Edição de 22 de Abril de 2006

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Esquecidos por tudo e todos

É impossível negar que aqui, nos Açores, somos muitas vezes esquecidos. Até a Mãe Natureza se esquece de nós. Porquê? Porque já todos andam há anos a falar do aquecimento global e cá não chega nada! A estação da Primavera, que supostamente traria sol e calor a estas paragens, trouxe mais foi frio e chuva... Ai! Ai! Até tu, Natureza... até tu.

1- É impossível negar que aqui, nos Açores, somos muitas vezes esquecidos, postos de parte ou relegados para segundo ou terceiro plano. Como se já não bastasse sermos uma região ultra-periférica e termos de gramar com os americanos na Terceira, há ainda uma interminável lista de factos (p'raí uns dois ou três) que comprovam esta nossa opinião.
A) Primeiro ponto inegável: os baixos subsídios que são dados à nossa região. Como pode um lavrador, por exemplo, sustentar a monocultura das vacas com tão poucos milhões atribuídos anualmente? É um ultraje! Deveria haver muito mais apoio, pois só assim se poderia encher os campos de vacas, inundar a brisa com o seu perfume e as estradas com a sua... coiso e tal.
Isto para já não falar nos casos dos pescadores ou das famílias com 15 filhos, que mal têm dinheiro para comprar vinho e cigarros.
B) Outra prova de que as coisas aqui ou não chegam, ou então chegam tarde, são os turistas. Ah, pois é! Reparem bem na idade destes escandinavos e vejam se eles não encaixam na parte do "vêm tarde". Se a coisa fosse como devia, mandavam para cá os gajos enquanto eram novos. Isso sim, era turismo de qualidade, com suecas novas para alegrar a rapaziada e fazer subir algo mais para além das taxas de ocupação nos hotéis.
C) Este é, para nós, o ponto mais óbvio de que estamos isolados de tudo e todos. É que até a Mãe Natureza se esquece de nós. Porquê? Porque já todos andam há anos a falar do aquecimento global e aqui aos Açores não chega nada! A estação da Primavera, que supostamente traria sol e calor a estas paragens, trouxe mais foi frio e chuva...
Ai! Ai! Até tu, Natureza... até tu.

2- E por falar em maravilhas da Natureza, os Tunalhos, como amigos chegados que são, decidiram deixar as namoradas e esposas em casa e foram os quatro fazer algo que é d’homem: fomos ver o Instinto Fatal, Parte 2.
A Sharon Stone (ai, a Sharon Stone) pôs-nos todos a pensar. Ela sempre fez filmes, porque é actriz e até lhe convém fazer filmes, mas nunca foi muito conhecida. Finalmente, em 1992, protagonizou o famoso Instinto Fatal. Quem não se lembra da tão famosa cena em que metade dos homens na sala, boquiabertos, inclinaram levemente a cabeça para a esquerda numa tentativa de ver mais além (a outra metade ainda hoje se culpa por ter esquecido os óculos em casa naquele dia)?
A partir do momento em que abriu as pernas (literalmente), Sharon Stone ficou famosa. Muito tempo se passou desde então e a sua carreira foi sempre a descer. Entrou em filmes e filmezecos, mas nenhum tão pragmático como o Instinto Fatal.
E eis que, 14 anos passados, sentindo-se ameaçada, Sharon Stone decide dar um cariz muito mais romântico à sua performance com um novo (ou antigo) passo na sua carreira. Faz o Instinto Fatal 2, abre as pernas de novo (literalmente), e cá estamos a dedicar-lhe um destaque especial desta crónica erudita…
Moral da história? Esperamos ansiosamente o Instinto Fatal 3, o 4, o 5, o 6, pelo menos até chegar ao 69 (piada fácil)…
In Azórica Nº 48, Jornal dos Açores, Edição de 15 de Abril de 2006

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