segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Hoje a Rádio Atlântida, amanhã o Mundo

A não perder! No próximo Domingo, dia 2 de Outubro, a entrevista exclusiva dos Tunalhos na Rádio Atlântida, no programa "Entre Palavras" da Graça Moniz, entre as 12 h e as 15 h... portanto, depois da palavra de Deus e antes do Futebol. Vai ser bonito!
"Entre as palavras" da Graça e as nossas "palavras ocas" ... tudo pode acontecer! A Atlântida já anunciou que não se responsabiliza pelo conteúdo do programa!

El Greco

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

A nossa candidatura, parte II

Para os leitores menos atentos, os Tunalhos já apresentaram a sua candidatura oficial à Câmara de Ponta Delgada. Por insistência de três munícipes, para além das medidas que garantimos tomar se formos eleitos, hoje vimos aqui fazer mais promessas (como qualquer político que se preze).

1- Sim, é verdade, os Tunalhos apresentaram a sua candidatura oficial à Câmara de Ponta Delgada (vide Azorica de 06/08/2005 ou www.tunalhos.blogspot.com). A nossa candidatura foi muito bem aceite por três munícipes, e por insistência dos mesmos hoje vimos aqui fazer mais promessas.
Pois bem, a nível da segurança rodoviária, e para protecção de todos os condutores, pretendemos estabelecer um serviço municipal de recolha de vacas malhadas perdidas na via pública. Pretendemos instalar as pobres coitadas no Salão Nobre da Câmara e alimentá-las bem para poderem ser abatidas nas festas do Espírito Santo da Cidade. Ah, e queremos fazer uma Coroa bem grande, assim com uns 23m de altura e uns 15 de largura.
Para o desenvolvimento da agricultura, prometemos oferecer a cada lavrador uma ordenha móvel, mas das modernas que já vêm equipadas com o cão de fila atrelado e tudo.
No campo da cultura, queremos promover o Colégio dos Jesuítas, rentabilizando-o e elegendo-o como Centro de Raves para Jovens. Vai ser bombar até de manhã com o DJ residente, o já esquecido Sandro G.
O Coliseu passará a ser a sala de trabalho dos Tunalhos e ao mesmo tempo residência temporária dos sem abrigo e repatriados, a quem será dada formação para exercerem trabalho em prol do Município e ao nível do entretenimento e da recepção de turistas, emigrantes e convidados especiais.
Ao nível da educação, numa tentativa de conciliar os valores do passado com os actuais, vamos estabelecer protocolos de colaboração com as paróquias, com as casas de strip e com o elenco dos "Morangos com Açúcar", a fim de se promoverem aulas práticas, extracurriculares, para uma efectiva implementação da educação sexual nas nossas escolas.

2- No que concerne à educação, os Tunalhos comprometem-se ainda a resolver, de uma vez por todas, os problemas da colocação dos professores. Vamos colocar os professores ao lado do quadro e de frente para os alunos! Mais um problema resolvido (Senhora Ministra da Educação, ponha os olhos em nós e aprenda a fazer política).
Por falar em professores, os pais já podem respirar de alívio! Finalmente podem deixar os filhos ao cuidado de outras pessoas, como? Levando-os para a escola - é que as aulas já começaram.
Aulas são sempre sinónimo de alegria para pais e alunos. Os pais rejubilam de alegria por terem de comprar os livros e os materiais escolares para os seus pequenos e estes saltam de alegria ao ver chegar o fim de 3 meses de festa, boa vida e brincadeira!
Neste cenário de festa, os únicos que parecem não gostar nada da história são os professores. Esta é uma classe que parece nunca estar contente com nada... Se estão desempregados é porque estão desempregados, se são colocados é porque fica muito longe, se ficam colocados perto é porque agora têm de trabalhar mais horas. Bolas!! Decidam-se lá ó "setôres". Com os direitos todos vêm os deveres…
In Azórica nº 18, Jornal dos Açores, Edição de 17 de Setembro, 2005

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

O apelido do nosso Pauleta

Como já devem ter reparado, há algo de mal na nossa fotografia. Para já, um dos elementos está diferente dos outros. Já descobriram qual é?... Damos a resposta mais abaixo. Para além disso, passamos a apresentar algumas alternativas ao apelido do Pauleta.


1 - Caros dois leitores, é já com grande saudade que lembramos o início desta cooperação entre os Tunalhos e o Jornal dos Açores. Já lá vão quase... 1 mês e 12 dias, mais ou menos! Lembramo-nos perfeitamente de como tudo começou. A voz do outro lado da linha disse:
“Tínhamos todo o gosto que colaborassem com o nosso Jornal.”
“Claro, gostávamos imenso”, respondemos nós.
“Nós queríamos convidar pessoas inteligentes, talentosas, perspicazes, engenhosas, intelectuais de primeira linha, com elevada capacidade mental, cultural e ética para escrever no nosso Jornal. Mas como as pessoas com essas características não aceitaram o convite, decidimos convidar os Tunalhos”.
Bom, depois disto foi sempre a crescer (salvo seja) e agora até já temos direito a foto e tudo. Ou isso, ou eles não se querem é responsabilizar pelo que escrevemos e querem que toda a gente conheça a nossa cara para que nos possam bater à vontade.
Em todo o caso, como já devem ter reparado, há algo de mal na nossa fotografia. Para já, um dos elementos está diferente dos outros todos. Já descobriram qual é?... Exacto, é o terceiro da esquerda para a direita, ele tem caspa e os outros não. Além disso, há outro elemento que vai sair dos Tunalhos para prosseguir uma carreira de sucesso em Hollywood. Conseguem adivinhar qual deles é?... Pois, é o primeiro da esquerda. Vejam lá a tristeza na cara do miúdo por nos deixar, é o único que não sorri…


2 - É o homem do momento! Não, não estamos a falar do Tony Carreira, mas sim do jogador açoriano Pedro "Já Só Faltam Dois Golos" Pauleta.
Este astro do futebol Europeu, e quem sabe dos Açores, tem deliciado os amantes (deixem passar o termo) do futebol por esse mundo fora. É um tipo com muitos atributos - logo à partida, é natural de S. Roque, depois marca golos e, além disso, também faz... pronto, dá pontapés em queijos... é uma coisa bonita!
Por todas estas coisas, têm sido atribuídos alguns apelidos a Pauleta e todos têm a ver com a sua naturalidade açoriana. Mas, a partir de agora é preciso ter cuidado! Os americanos andam de olho no jogador. O apelido "Açor" ainda passou na censura, mas o apelido "Ciclone" fez com que ele se tornasse um dos 10 mais procurados pelo FBI.
Nós percebemos porquê, estamos solidários com o povo do Mississipi e, por isso, resolvemos arranjar alguns apelidos alternativos para o internacional de futebol. O primeiro de que nos lembrámos foi "Tornado dos Açores", mas depois achámos que conseguíamos fazer melhor. Surgiram então alternativas inspiradas nas ilhas como: "o Hortênsias", "o Lavrador", "o Cachalote", "o Ananás", "o Licor-de-Maracujá", "o Pimenta-da Terra", entre outros.
Mas depois, num momento genial de inspiração, tivemos uma epifania e criámos o novo apelido para Pedro Pauleta! Senhoras e Senhores , é com orgulho que os Tunalhos vos comunicam, em primeiríssima mão, que o novo apelido do jogador vai ser ...

NOTA DA REDACÇÃO: caros leitores, pelo facto de já não haver mais espaço disponível para a crónica dos Tunalhos, o final do artigo desta semana será revelado numa das próximas edições.


In Azórica nº 17, Jornal dos Açores, Edição de 10 de setembro 2005


sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Poeira

Foi com emoção que os Tunalhos não assistiram em directo e in loco à implosão das torres de Tróia, esse acontecimento importantíssimo que mereceu a presença do 1º Ministro e ocupou, no mínimo, meia hora em cada um dos telejornais nacionais. O desenvolvimento do acontecimento passou também por entrevistar alguns dos milhares de anónimos (achamos que estavam de férias ainda), munidos de binóculos e máquinas fotográficas, que não quiseram perder aquele momento de “poeira desenfreada”, a que só faltou, de fundo, como banda sonora, a música da Ivete Sangalo. E perguntava o repórter a um dos mirones “Então, achou que a implosão foi rápida?” Mas estes jornalistas não têm relógio? Ou mesmo não tendo, será que não conseguem ter a “mais pequena noção de tempo” para perceber que obviamente aquilo não durou mais que uns segundos? Pronto, admitamos que era uma questão de interesse público…e que a maioria dos presentes não saberia o que responder.
Mais interessante foi a questão colocada a um dos antigos trabalhadores das torres “Então, acha que durou mais tempo a demolir ou a construir?” Esta sim, faz sentido e revela inteligência. Neste caso, não nos parece que a resposta se possa dar, antes de se pensar um bocadinho: na verdade a construção das torres levou uns anitos, mas levou muitos mais para se tomar a decisão de demolição.

El Greco

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

O Turismo e as retretes

A maior diferença, e talvez aquela que melhor define o nosso turista Português e o distingue de todos os outros, é o facto de ele ter de tocar em tudo ao mesmo tempo que fala num tom acima dos 210 decibéis. Já assistimos a vários exemplos deste fenómeno, que hoje narramos aqui.


1- Com o Verão já a meio-gás, a nossa perplexidade mantém-se quando constatamos as diferenças entre os turistas das diferentes partes do mundo e o nosso turista continental, ao qual, carinhosamente, resolvemos chamar “Português”.
As diferenças começam de baixo para cima. No calçado, o Português distingue-se logo dos demais pelo facto de não usar meia branca com chinela ou sandália. Não senhor! O nosso turista prefere a sandália em contacto directo com a pele, pois assim consegue matar dois coelhos com uma só cajadada: primeiro obtém um eficaz arejamento dos pés e, além disso, consegue afugentar as moscas e os mosquitos com o odor que emerge dos buracos das sandálias.
Continuando a subir, também nas pernas há diferenças... os outros turistas têm muito poucos pêlos nas pernas. Já o Português tem mais pêlos só na perna esquerda do que os outros turistas têm no corpo todo. Isto para não falar de outras zonas nas quais também tem pêlos que nunca mais acabam, como por exemplo no... no coiso, no... no nariz. Claro que se exceptuam algumas nórdicas que só nos sovacos têm mais “tufo” do que o português na perna esquerda, capaz mesmo de enrodilhar e gastar o fio do melhor aparador de relva da Black&Decker.
Mas a maior diferença, e talvez aquela que melhor define o Português e o distingue de todos os outros turistas, é o facto de ele ter de tocar em tudo, ao mesmo tempo que fala num tom acima dos 210 decibéis.
Já assistimos a vários exemplos deste fenómeno. Ainda no outro dia estávamos a caçar gambozinos nas Cal-deiras das Furnas, quando vimos um belíssimo exemplar no seu estado mais natural: camisa aberta, pêlo no peito, fiozinho de ouro, bigode, barriguinha, careca e unha de limpar os ouvidos. E dizia ele:
“Ó Aldina” - que era a mulher - “o guia diz que estes buracos são muito quentes!”
“Ó! Não são nada.” - diz ela a assobiar os “SS”.
“São, são, olha... ‘tou a botar a mão num e ela já está a ficar toda pelada! Ah que giro, é mesmo quente!”
“Já biste Tónio? Afinal o que o homem dizia era mesmo verdade: o buraco é mesmo quente.”
“Olha, tira uma foto que é para a gente mostrarmos à bizinha a temperatura disto”
“Ah… que pena, essa ficou com o fumo à frente…. Vou tirar outra! Psst, Sr. guia, será que podia soprar no fumo a ber se não sai na foto?”
Ou ali para os lados das Sete Cidades:
“Esta aqui é uma Juniperus brevifolia, é uma espécie endémica muito rara”, - diz o guia.
“Ó Manéla, o homem diz que essa flor aqui é muito rara, não é tão bonita?”, constata o marido ao arrancar a planta.
“Traz um pezinho para gente plantarmos no nosso terraço… e traz de vez outro para a gente darmos à tua irmã Carlota que ela gosta muito de flores. Ai que os Açores são tão lindos!”

2- Para além do turismo, também as festas e festivais fazem parte do Verão. Esta é a época dos grandes espectáculos, é o Festival do Sudoeste, Zambujeira do Mar, o Vilar de Mouros, a Maré de Agosto, etc. Estávamos num destes Festivais e reparamos naquelas casas de banho azuis, aquelas portáteis sempre tããão higiénicas, e o nosso cérebro, sempre a fervilhar de ideias, lembrou-se: É uma empresa que aluga aquelas casas de banho para Festivais, concertos, casamentos, baptizados, funerais, enfim, para qualquer sítio onde se junte muita gente com vontade de fazer chichi, não é? Pensamos logo a seguir, quem terá inventado esta empresa? Não sabemos quem foi, mas deve ser o orgulho dos pais. “Ah, o meu máivelho é advogado, o do meio é engenheiro, e o máinovo aluga retretes… é a luz dos meus olhos, aquele petchéno!”.
In Azórica nº 16, Jornal dos Açores, Edição de 3 de Setembro, 2005

sábado, 3 de setembro de 2005

Furacão Katrina

A propósito do último post "Notas soltas", no qual, no seu 4º ponto, fazíamos uma sátira às pilhagens que se sucederam ao furacão na "grande potência civilizacional", após a tomada de consciência e constatação da dimensão do desastre - só no Estado do Louisiana mais de dez mil mortos e, em termos gerais, mais de 100 mil refugiados e de milhares de pessoas completamente dependentes da ajuda que não chega - damos a mão à palmatória e somos obrigados, moral e eticamente, a colocar a ênfase da crítica não nas pilhagens, mas sim na impotência das autoridades governamentais.
Assim, a humilhação da América, mais do que às imagens sobre pilhagens, fica a dever-se à inoperância das suas autoridades que não souberam precaver-se, prever o desastre, alertar e socorrer de forma atempada e eficiente a sua própia população. Não será humilhante para Bush, ouvir de Hugo Chavez "Então a superpotência salvadora do mundo não previu o desastre nem tinha meios de evacuação para accionar?" ou ouvir de Fidel Castro que está disposto a apoiar as populações mais isoladas com medicamentos e uma centena de médicos?
Já agora, como é que se presta apoio a um país que orgulhosamente costuma exibir a sua riqueza, desenvolvimento e domínios mundiais? Porque não foram accionados os planos estatais de emergência ? Recorde-se que muitos não tiveram meios para fugir... Aquelas imagens não serão, também, reveladoras da pobreza escondida na América?

Para acabar, face à dimensão do desastre e à falta de apoio, as pilhagens, se calhar, eram o único recurso possível para a sobrevivência. Como dizia uma das sinistradas "neste caso, não há ricos nem pobres, mas simplesmente pessoas que querem sobreviver"

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Notas soltas

1ª - Parece que a "HEGEMONIA" do Benfica - tão propapagueada a propósito da vitória do campeonato na época passada - já se foi de vez! Aliás ela durou uma semana, que foi o tempo que mediou entre o fim do Campeonato e a final da taça com o Setúbal. Upgrade your email with 1000's of emoticon icons Mas quem tivesse dúvidas levou no último fim-de-semana com um "Grande Galo". É pá, queres ver que começou a hegemonia do Gil Vicente?

2ª - A legislação sobre o congelamento das progressões nas carreiras chegou dois "diazitos" antes do dia 1 de Setembro... Pois, tinham-me dito que este governo não gostava muito dos professores que são, possivelmente, o grupo que no imediato mais sofre com a medida. Mas não, os gajos não gostam é de um de nós (eu) que está nesse lote bafejado pela "Infeliz coincidência" e que pensava que a partir do dia 1 de Setembro ia ter mais meia dúzia de "eurios" no bolso. Como diz o povão "quem não se sente, não é filho de boa gente"! Mas quem tem a culpa são os professores! Então não são os profes que ensinam os gajos a serem inteligentes?! Vejam lá é se me enviam o reembolso rápido do IRS, não vá haver uma medida que o venha a congelar... um dia antes da data prevista para o envio!Upgrade your email with 1000's of cool animations

3ª - Hoje foi anunciada uma comissão para estudar a Reforma da Administração Pública. Acho que é a primeira vez que ouço falar desta ideia (não acredito que alguém a tenha tido nos últimos 37 anos em que estive de coma)! Por acaso, essa comissão não vai querer um grupo de consultores que apoie o gabinete de apoio aos seus gabinetes? Os Tunalhos disponibilizam-se!

4º - Será que vimos bem?! Primeiro pensámos que era num qualquer país africano ou asiático, mas depois, para espanto nosso, vimos cidadãos da Grande Civilização Americana a pilharem os seus conterrâneos nas zonas afectadas pelo furacão!Não queriamos acreditar, mas fomos obrigados! Digam lá " A culpa é do Upgrade your email with 1000's of emoticon icons

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Zezé Camarinha e a Selecção

A última campanha publicitária da Olá tem como protagonista o Zezé Camarinha, o famoso galã algarvio. Já estamos a ver uma senhora na praia: "Poxa, o Zezé, aquele Deus Grego, come gelados da Olá?Vou já comprar um Calippo, mas é que é já a seguir!”

1- A última campanha publicitária da Olá tem como protagonista o Zezé Camarinha acompanhado de senhoras, autênticos “aviões”, a comerem gelado! O famoso galã algarvio terá mesmo afirmado: “Quem me contratou, analisou bem a dimensão que tenho junto das mulheres e da juventude”. Exacto!... Também somos da opinião que a dimensão da estupidez é enorme! “Elas vão todas comer gelados, eles também e toda a gente vai comer gelados!”, afirmou o garanhão. Ó Zezé, já pensaste que (talvez, quem sabe?) o aumento do consumo dos gelados pode não dever-se a ti, mas se deverá, simplesmente, ao facto de que É VERÃO?!
Mas o coitado não desarma e acrescenta: “Tenho uma imagem muito positiva. Transmito à juventude valores – é verdade, como por exemplo, deixa cá ver… burrice?! - …e ainda os faço perceber que é normal conquistar e gostar de mulheres para não nos tornarmos aberrações”. Aberração?! Não, isto é profundo!
2- Isto só pode resultar porque estamos na Silly Season - expressão muito em voga que caracteriza bem o nosso país, não só no Verão, mas ao longo das quatro estações do ano. Para além de se querer consolidar o ridículo da pobre figura, qual será, afinal, a ideia da Olá que está por detrás deste spot publicitário, ex libris do marketing e da publicidade? Será o facto das senhoras se derreterem todas pelos gelados, tal como, supostamente, se derretem pelo predador latino, de camisa desabotoada, sapato de verniz, cabelo oleado e odor “desabrido”? Já estou a ver uma senhora na praia: “Poxa, o Zezé Camarinha, aquele Deus Grego, come gelados da Olá? Vou já comprar um Calippo, mas é que é já a seguir!”
Por acaso acreditam que as nossas mulheres admiram tanto as capacidades, qualidades, valores e personalidade do Zezé, ao ponto dos publicitários o associarem a uma marca de sucesso, a qual parece já tão bem implantada?!... Enfim, é que poderá haver mulheres que ao comerem o gelado se lembrem da figura e depois argh… começa a dar-lhes vómitos ao ponto dos maridos pensarem que estão grávidas… e a culpa é do Zezé!
Então não teria sido preferível ficar só pela publicidade da Boys Band que tem o cão Supermaxi, o Perna de Pau e o Epá? E a Barbie, não vai querer divorciar-se do Ken e substitui-lo pelo Zezé?!... Bolas, ao que este mundo chegou! Por este andar a Toy’s R’ Us ainda vai fazer uma publicidade com o Bibi.

3- Por falar em publicidade, a TMN também brindou os açorianos com bandeirinhas para o jogo da selecção. Um de nós foi ver, mas a verdade é que praticamente não viu nada. Aqui fica o relato na 1ª pessoa: ”Levei 45 minutos a entrar no estádio. Após a revista na entrada principal de acesso ao recinto, não fosse um açoriano chamar-se Sharm Al-Sheikh e levar alguma bomba escondida, seguiu-se a espera na porta de acesso ao estádio, com direito a Hino Nacional, enquanto se rasgavam os bilhetes. Finalmente entrei com 10 minutos de jogo já decorridos. Mal sentado, ao nível das pernas dos jogadores e com rede à frente, eis que aparece um vendedor a tapar-me a visão. Para apressar a venda ajudei a passar os cachecóis aos compradores das filas atrás de mim, recebi o dinheiro e até fiz os trocos. Depois o vendedor viu que o negócio estava a dar para aqueles lados e veio com bandeiras… mais tarde os bonés… sempre à minha frente.
Entretanto começaram as famosas ondas que nunca mais acabavam! Fui obrigado a deixar de ver o jogo à espera que chegasse a vez de me levantar, não fosse falhar e ser alvo de uma multidão enraivecida por lhes ter estragado a onda. No fim, sai dez minutos mais cedo para evitar o trânsito. O que me deixa feliz é que pelo menos consegui ver os golos… à noite, no resumo da televisão”.
In Azórica nº 15, Jornal dos Açores, Edição de 27 Agosto 2005

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Caloura - Festa do Pescador - 2005

Era só para informar que no último dia 20 de Agosto (sábado passado) os Tunalhos foram a principal atracção - segundo a opinião das nossas namoradas que não estiveram presentes - do dia de festas ao apresentarem um desfile de moda.






O espaço estava mais bonito do que o da foto!





Após uma rábula dedicada aos pescadores com a célebre música "Mintchira", roubada pelo João Pedro Pais, fomos convidado por um dos pescadores a ir um dia para o mar alto... achamos que era um convite amistoso... Mas agora já nem sabemos muito bem!
Um agradecimento especial à Câmara Municipal da Lagoa pelo convite e ao Miguel Pop por ter feito a nossa 2ª parte.

O Nobel lobotomizado

Deixem-se de americanices…vocês têm tantos prémios Nobel que nunca foram discutidos, porque é que não nos deixam ficar com os nossos dois?... Sim, porque daqui a pouco estão a dizer que deverá ser retirado o Nobel da Literatura ao Saramago por ele ser comunista… Se bem que neste caso até nem era "mau" pensado!


1- Parece que um grupo de americanos quer tirar o Nobel a Egas Moniz, já que o nosso médico, segundo eles, foi o inspirador do americano Walter Freeman que terá praticado várias lobotomias, mesmo depois de verificar que só muito poucos dos doentes registavam melhorias.
Meus amigos, dizem os entendidos que Egas Moniz terá recebido o Nobel por criar a angiografia e a leucotomia, sendo que, esta última, na verdade deixava os doentes num estado de profunda apatia. No entanto, seria mais branda do que a verdadeira lobotomia, usada pelo americano, que introduzia, imaginem, uma espécie de picador de gelo (género de filme muito ao gosto americano) no globo ocular do doente.
Faz-nos pensar… Por exemplo, os prémios Nobel americanos da Medicina - e foram bastantes durante o século passado -, não terão sido muitas das suas descobertas ultrapassadas por outras mais recentes e não terão servido muitos doentes de cobaia? E não terão contribuído para o aumento do registo de patentes e para o acesso limitado à terapêutica por parte dos que menos têm? Se sim, retirem-lhes o Nobel!
Será que os prémios Nobel americanos da Química não terão contribuído para o desenvolvimento do armamento no mundo? Se sim, retirem-lhes o Nobel!
Será que Luther King, entre outros Nobel da Paz americanos, ensinaram alguma coisa aos seus compatriotas, pretensos defensores dos direitos universais e outros que tais? Se não, retirem-lhe o Nobel!
Será que o John Nash, que também andou meio passado dos neurónios - se calhar foi um dos lobotomizados - e muitos outros prémios Nobel americanos da Economia, terão contribuído assim tanto para o bem-estar económico das outras nações que não a sua? Se não, retirem-lhes o Nobel!
E por ai fora…

2- Sendo assim, resta um americano, o único merecedor de qualquer das categorias dos prémios Nobel: Lance Armstrong, o ciclista que já venceu o Tour de France sete vezes consecutivas. Ele podia ganhar o Nobel da Física, dadas as suas provas ao nível da força e velocidade; da Medicina, porque venceu um cancro; da Química, porque venceu um cancro, com quimioterapia; da Paz, porque na bicicleta é sempre a dar-lhe “pás…pás…pás…”; da Economia, porque nas descidas economiza o esforço; e da Literatura, porque a sua vida é um romance épico extraordinário.
Portanto deixem-se de americanices, vocês têm tantos prémios Nobel que nunca foram discutidos, porque é que não nos deixam ficar com os nossos dois?... Sim, porque daqui a pouco estão a dizer que deverá ser retirado o Nobel da Literatura ao Saramago por ele ser comunista…Se bem que neste caso até nem era mau pensado!

3 – Mas os E.U.A continuam a ser a terra da liberdade e da oportunidade. A propósito, lembramo-nos de duas histórias, de dois amigos nossos que lá vivem, - um que namora com uma portuguesa e o outro com uma americana - que exemplificam a diferença de mentalidade inclusive entre as mulheres de lá e as de cá.
A portuguesa está sempre a queixar-se “Vocês homens são todos iguais, só querem levar uma mulher para a cama”. O nosso amigo, para desmentir de vez esse mito e em defesa da honra masculina, responde: “É mentira, os homens não querem só levar uma mulher para a cama, às vezes querem levá-la para o sofá, outras vezes para a mesa da cozinha e às vezes até para o chão”. Quanto ao outro, o que aconteceu foi que ele e a americana tinham combinado deixar de fumar. Só que o nosso amigo andava a fumar às escondidas, tendo em atenção o dilema que traçou: ou traía a namorada com outra mulher, ou traía-a com os cigarros. Optou pelos cigarros! O problema é que a americana teve de tomar a mesma decisão e deixou mesmo de fumar…
In Azórica nº 14, Jornal dos Açores, Edição de 20 Agosto 2005

domingo, 21 de agosto de 2005

Selecção Nacional

Nós já sabíamos ... se a selecção viesse jogar aos Açores era um beleza!


















Confirmou-se!

Agora é que percebemos porque é que o Pauleta não conseguiu marcar nenhum golo!

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

Luta contra o terrorismo



No âmbito da nossa candidatura à Câmara de Ponta Delgada, outra questão que nos têm colocado é sobre a nossa política de protecção contra o terrorismo. Bem, terrorismo nos Açores não nos parece ser possível. Muitos dos membros do Governo da República nem sabem onde fica o Arquipélago, muito menos os terroristas.


1- São já muitos os apoios e incentivos que temos recebido para a nossa candidatura “dependente” à Câmara Municipal de Ponta Delgada. “Dependente” porque nós sabemos que dependemos da vontade dos munícipes que querem ver novos rostos a comandar os seus destinos. Relacionado com este assunto, têm-nos questionado sobre qual de nós vai ser o presidente. Na verdade, os Tunalhos são uma equipa, com o lema “Um por todos e todos por um” e qualquer um de nós tem o perfil para ser presidente. Vamo-nos bater por alterar o sistema legal, de modo a podermos rodar na presidência, acompanhando o ciclo das 4 estações do ano.
A propósito, já fizemos o nosso contrato de propaganda com o Bruce Lee, grande figura da terra conhecido por todos, que gentilmente vai transportar na sua bicicleta os nossos outodoors a troco de umas sandes dentro de uns sacos de plástico.

2- Outra questão que nos têm colocado é sobre a nossa política de protecção contra o terrorismo. Bem, terrorismo nos Açores não nos parece ser possível. Muitos dos membros do Governo da República nem sabem onde fica o Arquipélago, muito menos os terroristas. Além disso, é preciso que os malfeitores nos consigam localizar. Se as células terroristas fossem ao Google Earth iriam reparar numas ilhotas que se desvanecem com o zoom. Ora, se não são relevantes para constarem no “mapeamento” detalhado, é como se não existissem.
Mas suponhamos que algum terrorista até sabia onde ficava os Açores. Pensaria logo: “Para quê ir até lá? Sai-me mais barato fabricar uma arma química do que comprar um bilhete na SATA ou na TAP!” Mas suponhamos que tivesse dinheiro para o bilhete… os seus planos de ataque bombista iam por água abaixo quando deparasse com os atrasos constantes dos voos. Quando chegasse cá, já a bomba tinha passado o prazo de validade.
E se conseguisse chegar cá, arranjava um carro no qual colocaria a bomba para depois o ir estacionar à frente de um edifício importante. Será que ia conseguir estacionamento? Duvidamos! E era preciso que tivesse sorte e não fosse surpreendido pela Polícia de Trânsito por não trazer o colete fluorescente (os terroristas usam outro tipo de coletes). Por sua vez, se optasse por rebentar os autocarros, ficaria desiludido por ver que eles já estão todos rebentados…
Pela via marítima também não teria mais sorte. Iria reparar que a Açorline não daria “condições de segurança” para ele montar a bomba e era preciso que os barcos também zarpassem a horas. Aliás, o mais provável era que depois se usassem peças da bomba para reparar o navio que entretanto avariaria no meio do oceano.

3- Acresce, a tudo isto, o problema do clima. Com tanta humidade, os circuitos, os fios, as ligações do “dispositivo bombástico” certamente entravam em curto-circuito e não detonavam.
Agora imaginem que o terrorista optava por ir para as Furnas, enfim, para poder dissimular-se nas fumarolas e para com mais calma poder engendrar o plano. Bastava distrair-se um pouco para ver o seu saco metido num buraco, confundido com algum cozido. Se aquilo rebentasse, pensariam que era vulcão e não um atentado! Era a derrota, a desonra total! Quem acreditaria na célula terrorista que reivindicasse o crime, se aquilo que íamos ver era um vulcão em actividade?
Depois de todas as tentativas só lhe restava uma esperança: meter-se num barco de boca aberta e ir suicidar-se no alto mar… Bem, ainda se sujeitava a levar um carreto de porrada por parte dos pescadores, pensando que era um espanhol a rebentar os peixes com dinamite.
In Azórica nº 13, Jornal dos Açores, Edição de 13 de agosto de 2005

terça-feira, 9 de agosto de 2005

Campanha ao rubro - 1º Outdoor

Mais e melhor Ponta Delgada!






Uma equipa de trabalho!
Votim em nós para a gente ganhárem-mos!




domingo, 7 de agosto de 2005

Candidatura oca? Olha que não!...


Senhoras e Senhores, os Tunalhos têm uma declaração importantíssima a fazer: hoje, dia 6 de Agosto, apresentamos publicamente a nossa candidatura à Câmara Municipal de Ponta Delgada. Estamos na corrida pela maior autarquia açoriana.

1- Sim, leram bem! Estamos na corrida pela maior autarquia açoriana. E vamos desde já apresentar alguns dos nossos projectos, que prometemos realizar caso sejamos eleitos (viram como temos jeito para a coisa? Apresentamos a candidatura e em menos de 10 segundos já estamos a fazer promessas).
Ora bem, como primeira medida do nosso mandato, prometemos alcatifar todos os lugares e parques de estacionamento na Cidade de Ponta Delgada, assim em estilo Tapete Oriental. Se é para pagar rios de dinheiro pelo estacionamento, então que seja por uma boa razão.
Propomos também substituir as Portas da Cidade por varões de Strip Tease. É que corta a alma ver estes turistas todos à noite com cara de seca porque não têm bares ou discotecas de jeito onde ir tomar um copo. E era também um modo eficaz de dignificar a carreira das (duas) strippers açorianas.
Prometemos ainda transformar o Jardim António Borges numa pista de motocross. Isto é tudo muito bonito, queremos todos espaços verdes e espécies endémicas e o camandro, mas estamo-nos a esquecer de uma coisa: e sítios para praticar motocross, hein? Não há! Mas não é só! Os Tunalhos comprometem-se ainda em cimentar toda a Praia do Pópulo. Caro (e)leitor, compreendemos a chatice que é a areia nos calções ou no biquini. E assim resolvíamos dois problemas de uma só vez, já que no Inverno podíamos alcatifar a praia e torná-la num parque de estacionamento.

2- Ao nível dos transportes, e sempre com os olhos postos no futuro, vamos propor, em colaboração com os restantes colegas da ilha, uma rede de teleféricos a ligar os Picos da Barrosa (Lagoa Fogo), Pico do Ferro (Furnas), Pico da Vara (Nordeste), Rabo de Peixe (Rabo de Peixe), Vista do Rei (Sete Cidades) ao centro da cidade, porto e aeroporto, aproximando desta maneira os turistas aos maiores pólos de atracção.
"Ota" ideia muito interessante é que pretendemos construir uma linha de TGV para ligar a Calheta ao Comando da PSP. É que da maneira como as coisas estão, os polícias vão precisar
de meios de fuga eficazes naquela zona…
Também vamos oferecer um metro de superfície… portanto, um metro quadrado a cada moradia, como forma de compensar os custos excessivos do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis).

3- Como mandatário da nossa campanha, símbolo "vivo" dos valores patrióticos do passado e referência da segurança que queremos no futuro na nossa cidade, temos o "Sr. Militar" - é assim que ele se chama, com nome comum, exemplo da humildade e modéstia que o caracteriza - que vive ali junto ao Hospital. Meninas, o homem é uma autêntica "pedra" na verdadeira acepção da palavra.
Se repararem, o "Sr. Militar" está permanentemente de plantão, a fazer vigilância sobre a cidade, 24 horas seguidas, na posição de descansado, que é a posição que os militares mais gostam. Apesar de omnipresente, ainda ninguém o viu em verdadeira acção. Na verdade ele é muito discreto a resolver as zaragatas, por exemplo, no campo de S. Francisco, a dar um enxerto de pancada nos marginais e a trazê-los para o Hospital. E faz o serviço de graça, por amor ao bem comum… não refila, não faz greve, nem recebe pensões. Tem o perfil ideal numa democracia tranquila, como a nossa, em contenção de custos. Ouvimos dizer que o queriam enviar para o Iraque. Mas não vamos deixar…vai ser o mandatário da nossa campanha!
Temos muitos outros projectos, mas não os vamos descortinar todos agora. Fiquem atentos a próximas edições da Azorica…
In Azórica nº 12,Jornal dos Açores edição de 06 de Julho de 2005

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Azórica - a não perder

"O senhor de bigode e as obras"
1 - O senhor de bigode é já uma figura omnipresente no quotidiano micaelense. Quem ainda não se deparou com o rosto de braços cruzados encostado a uma esquina, mão a segurar o queixo, agarrado ao saco de compras do Hiper, porvezes com o capuz do casaco na cabeça, e sempre sempre sozinho? Começa a ganhar uma áurea mística entre a população de Ponta Delgada e subúrbios. Caros amigos, é assim que nascem as lendas: "Acho que ele voa", uns dizem; "Ouvi dizer que ele não dorme", constatam outros.
O senhor parece que está em todo o lado, nos sítios mais estranhos e às horas mais exóticas. Quer estejamos a entrar no trabalho às nove da manhã, quer estejamos a sair da discoteca às três da madrugada, o senhor de bigode está lá. O mais singular é mesmo a sua omnipresença. Por vezes, existem quatro pessoas em sítios diferentes da cidade a contar como o viram. E o mais peculiar é que o vêem à mesma hora em lugares distintos. "Hoje ao meio-dia vi o senhor de bigode nas Portas da Cidade"; "Hoje ao meio-dia vi o senhor de bigode na Marina"; Hoje ao meio-dia vi o senhor de bigode no Aeroporto"…
Numa manobra nunca antes vista num órgão de comunicação social, os Tunalhos lançam aqui um concurso à escala micaelense. Vão falar com o senhor de bigode, perguntem-lhe o nome, sejam simpáticos com dele. Nós já sabemos o seu nome, por isso avaliaremos se estão a dar a resposta correcta. E o prémio? O prémio é algo de fantástico: ganham um amigo novo!


2- Por falar no senhor, parece que ele não anda muito satisfeito, tal como muitos munícipes, com as obras que proliferam nesta cidade: na Avenida D. João III, à volta do Teatro Micaelense, no Bairro das Laranjeiras - muito frequentado pelo senhor do bigode - em S. Roque, na Fajã de Cima, e até na estrada para as Capelas, as quais têm perturbado a orientação rotineira e diária, com consequentes agravantes no orçamento ao nível do combustível. Uns dirão "Pois, as eleições estão à porta … mas não era precisa tanta publicidade". A esses velhosdo Restelo, a resposta só pode ser dada com as ideias de "acção e progresso"…Seus infelizes, não vêem que a situação é uma mera coincidência… só agora é que as verbas foram desbloqueadas…

3- E por falar em verbas desbloqueadas, o Governo Regional, pelas mãos da Secretaria da Habitação e Equipamentos, vai apoiar um conjunto de entidades ditas de interesse público "selectivo", digo, colectivo, a saber: O Clube de Tiro, o Ateneu Comercial e algumas igrejas da Ilha. É um incentivo e um reconhecimento público do Governo Regional pelo trabalho que dedicam estas instituições às suas comunidades. Não concordamos!... Pronto, está dito! Deus nos perdoe… e oxalá não sejamos alvo de um "tiro" num qualquer baile do Ateneu!
É assim: até poderíamos aceitar a medida…enfim, as igrejas fazem parte do nosso património e nós, apesar de não sermos muito católicos, não queremos medir forças com Deus. Mas se aquelas outras entidades são de interesse "selectivo", bolas, digo, colectivo, então os Tunalhos, exemplo do "sacrifício da vida particular, tendo sempre como horizonte o bem comum da sociedade", também deverão estar presentes no próximo rol de entidades a serem apoiadas. A nossa sede, inexistente, carece das mais elementares condições para receber os amigos, além de que somos um "património de valores regional" que convém preservar.
E mais não dizemos.

In Azórica nº 11, Jornal dos Açores edição de 30 de Julho 2005

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